O essencial Para chegar ao telemóvel de alguém em contexto profissional há oito caminhos: pedir-lho, ler uma assinatura de email, abrir o painel de contactos do LinkedIn, montar uma pesquisa com operadores, ligar para a central, procurar no seu próprio CRM, recorrer a uma ferramenta que o procura em tempo real, ou importá-lo para o CRM com uma extensão do navegador. Só os dois últimos dão um telemóvel verificado em segundos. A Enrow cobra 40 créditos por número, o que dá 0,30 € por número válido no plano Pro de 75 €, e não cobra nada quando a pesquisa não encontra nenhum. Em cem perfis do LinkedIn, isso acontece oito vezes: 92 dão um telemóvel, segundo uma medição interna feita nos nossos próprios ficheiros. Dentro de um campo chamado «Telefone» escondem-se quatro coisas diferentes: a central, a extensão, o número direto e o telemóvel. Só duas permitem chegar a uma pessoa. O registo francês Bloctel fechou a 11 de agosto de 2026. Todos os guias que ainda mandam consultá-lo estão a descrever um serviço que já não existe. Nos Estados Unidos, a isenção B2B do 16 CFR § 310.6(b)(7) cobre a marcação manual. Não cobre a marcação automática nem as vozes pré-gravadas dirigidas a um telemóvel: disso trata, à parte e sem exceções, o 47 CFR § 64.1200(a)(1)(iii). Convém dizê-lo: os 50 créditos que a Enrow oferece todos os meses dão exatamente uma pesquisa de telefone. O lemlist oferece 25 pesquisas gratuitas. Em volume gratuito de telefones, a vantagem é dele.
Há duas pesquisas quase iguais nas palavras e opostas na intenção. Numa, tem-se um número e quer saber-se o nome que está por trás. Na outra, tem-se o nome e falta o número que toca no bolso da pessoa. Tudo o que se segue trata do segundo caso, em contexto profissional. A Enrow não faz pesquisa inversa e também não vende nenhum produto de busca de pessoas: quem chegou aqui depois de uma chamada não atendida de um número desconhecido está na página errada.
Dirijo a Enrow, que encontra e verifica emails e telemóveis B2B. Dois dos oito métodos são nossos; os outros seis não custam nada. Consultei os resultados de pesquisa a 29 de agosto de 2026: as páginas mais bem posicionadas falam de RGPD, TCPA e registo Do-Not-Call como siglas soltas, e nenhuma cita um texto legal. Aqui, cada afirmação jurídica traz o diploma e a data em que foi consultado.
Os 8 métodos, com o custo de cada um

Nenhum método gratuito dá um telemóvel verificado: só os dois caminhos pagos o confirmam enquanto espera.
Os métodos gratuitos nunca dão um número verificado: dão a central da empresa, um número copiado de uma assinatura de data incerta, sem indicação do tipo de linha, ou nada. Os pagos dão um número verificado enquanto espera.
| # | Método | Custo | Tipo de número | O que se obtém na prática | Limites |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Pedir à pessoa, ou a um conhecido comum | 0 € · horas a dias | Telemóvel, se a pessoa o quiser dar | O número, e ainda a permissão tácita para o usar | Cinco por dia, com sorte, e exige uma relação já existente |
| 2 | A assinatura que já tem na caixa de entrada | 0 € · ~1 min | Telemóvel ou número direto, sem indicação do tipo de linha | O que a pessoa escreveu, na data em que o escreveu | As assinaturas não indicam quando foram atualizadas, e a maioria dos remetentes não publica número nenhum |
| 3 | O painel «Informações de contacto» do LinkedIn | 0 € · ~1 min | Telemóvel, publicado pelo próprio | Um número, só se o membro o tiver acrescentado e o partilhar consigo | Controlado pelo membro, sujeito às definições de visibilidade, e não existe taxa de preenchimento publicada |
| 4 | Google e operadores de pesquisa | 0 € · 2 a 10 min | Quase sempre uma central | Programas de conferências, PDF, páginas de imprensa, apresentações antigas | Só encontra quem publica o número, e o resultado é uma linha da empresa |
| 5 | A central da empresa | O custo da chamada · 3 a 8 min | Central e, com sorte, uma extensão | Alguém da receção a decidir se passa a chamada | Chegar ao edifício não é chegar à pessoa |
| 6 | O seu CRM e o histórico de chamadas | 0 € · ~1 min | O que um colega lá guardou | Uma linha de um negócio já ganho ou perdido | Um número reatribuído continua a tocar, e a linha parece ativa |
| 7 | Uma ferramenta que procura o número em tempo real | 0,60 € por número válido (Start, 15 €/mês) · 0,30 € (Pro, 75 €/mês) | Telemóvel ou número direto, verificado | Um número encontrado e verificado em 2 a 5 segundos, em 92 de cada 100 perfis do LinkedIn segundo a nossa própria contagem, cobrado só quando é válido | Não há base de dados para consultar antes |
| 8 | Extensão Chrome sobre um perfil do LinkedIn | A pesquisa custa o mesmo que no n.º 7; a gravação no CRM é gratuita (0 €) | O mesmo que no n.º 7 | A ficha de contacto completa, criada ou atualizada no HubSpot, no Salesforce ou no Pipedrive | Exige o perfil aberto num separador |
Os tempos indicados para os métodos gratuitos são estimativas baseadas na minha própria experiência, não medições cronometradas. Onde uma percentagem daria jeito e ninguém publica nenhuma, a célula di-lo em vez de inventar uma.
1. Pedir, e saber a quem pedir
O melhor telemóvel do seu CRM foi dado de livre vontade. Ninguém escreve guias sobre isto porque o método não funciona em grande escala, e mesmo assim bate todos os que funcionam. Peça-o no fim de uma chamada que correu bem. E a um cliente peça uma apresentação, não o número.
Um comercial consegue talvez cinco números por dia assim. Guarde o método para as vinte contas que interessam.
2. A assinatura que já lhe enviaram
Antes de comprar seja o que for, procure o domínio da empresa na sua caixa de entrada. As assinaturas de email B2B trazem muitas vezes um telemóvel por baixo do cargo, e esse número chegou-lhe no âmbito de uma conversa que já estava a ter.
Duas ressalvas. Uma assinatura não diz quando foi atualizada: um número colado num modelo em 2022 é indistinguível de um acrescentado na semana passada. E a maior parte dos remetentes não publica nada, o que torna a taxa de insucesso elevada e impossível de medir. A mesma pesquisa na caixa de entrada é também o primeiro passo, e o mais barato, para encontrar um endereço de email.
3. O painel «Informações de contacto» do LinkedIn
O painel pode conter um número de telefone, mas é o próprio membro que o introduz e decide quem o vê; por defeito, só as ligações de primeiro grau o veem. Para um desconhecido, costuma estar vazio, com exceção do URL do perfil.
Não existe nenhuma taxa de preenchimento publicada. O guia do Klenty aponta 15% a 25% sem fonte nenhuma, e não vou repetir um número que um fornecedor inventou. Nenhum scraping consegue preencher um campo que o prospect deixou em branco; daí que as extensões que prometem «o número de qualquer perfil» estejam, sem o dizer, a consultar nos bastidores um fornecedor de dados.
4. O Google, e o que dá de facto
Os operadores de pesquisa só funcionam com quem publica o seu número. Pesquise o nome com site: no domínio da empresa, depois com filetype:pdf, depois num diretório de conferências ou de imprensa. É nas biografias de oradores, nas apresentações a investidores e nos programas de eventos que os números acabam publicados.
O resultado é quase sempre uma linha da empresa e, de vez em quando, o telemóvel de um fundador numa apresentação com cinco anos. O Google mostra-lhe o formato de numeração de uma empresa, mas raramente o leva até ao telemóvel de uma pessoa concreta.
5. A central, e porque é outra coisa

Só o número direto e o telemóvel chegam a uma pessoa, e a ficha não diz qual deles guarda.
Nos dados B2B, quatro tipos de número diferentes são arrumados sob o rótulo «Telefone». A central é a porta de entrada publicada. A extensão é um número de três ou quatro dígitos que só funciona dentro da rede interna. O número direto é um número externo completo que o operador encaminha para um único aparelho. O telemóvel acompanha a pessoa de empregador em empregador. A tipologia completa e o funcionamento do encaminhamento estão noutro artigo; é esta confusão que leva um comercial a passar uma manhã inteira a lidar com atendedores automáticos.
Ligar para a central continua a valer a pena nas contas que justificam os oito segundos que a receção leva a avaliá-lo. Dê o nome completo, diga ao que vem, aceite a transferência ou o correio de voz. O que não vai conseguir é um telemóvel: dá-lo não faz parte das funções de quem atende e costuma contrariar a política interna da empresa.
O regulador britânico traça a fronteira jurídica exatamente no mesmo sítio. Segundo as orientações do ICO sobre marketing entre empresas, consultadas a 29 de agosto de 2026, se não souber o nome da pessoa a quem envia marketing direto dentro de uma empresa, não está a tratar dados pessoais e o RGPD britânico não se aplica. Peça à central que o passe ao departamento de informática e não há nenhum dado pessoal em jogo. Marque o telemóvel de uma pessoa identificada e passa a haver, porque, escreve o ICO, a informação que identifica um indivíduo é um dado pessoal, mesmo que essa pessoa esteja a agir na sua qualidade profissional.
6. O seu próprio CRM, antes de gastar um cêntimo
Alguém na sua empresa já falou com esta pessoa, ou com quem ocupava o cargo antes dela. Procure primeiro no CRM, nos registos de chamadas e na caixa de entrada partilhada.
A armadilha, aqui, é própria dos telefones. Um email enviado a quem saiu da empresa é devolvido. Um número direto que foi reatribuído toca normalmente e quem atende é um desconhecido, portanto a linha passa em todas as verificações de atualidade que tenha implementado. Trate qualquer número guardado há mais de um ano como uma hipótese.
7. Uma ferramenta que vai procurar o número enquanto espera
Dá-se um nome completo e o domínio da empresa, ou um URL do LinkedIn, e o fornecedor vai procurar em tempo real e valida o resultado antes de o entregar. O Direct Phone Finder da Enrow responde em 2 a 5 segundos, cobre os telemóveis europeus, com documentação da origem dos dados, e dá bons resultados nos Estados Unidos.
Vale a pena ler com atenção o modelo de cobrança. Um telemóvel consome 40 créditos do mesmo saldo que paga os emails, em que um endereço custa 1 crédito e uma nova verificação 0,25. Não há orçamento separado para telefones. Os créditos só são debitados quando o resultado é válido, portanto uma pesquisa sem resultado não custa nada. Já um modelo de cobrança por número mostrado debita o crédito no instante em que um número armazenado aparece no ecrã, quer ainda chegue a alguém, quer tenha sido recolhido de uma assinatura em 2021.
Pagar apenas os contactos verificados só vale alguma coisa se a ferramenta encontrar de facto os números. Submeta cem perfis do LinkedIn ao Direct Phone Finder e obtém 92 telemóveis. É uma medição interna da Enrow com esse tipo de entrada, validada a 29 de agosto de 2026, e não um benchmark nem um número de terceiros. Os outros oito não dão nada, e esse nada não se paga.
Boa parte desse resultado, porém, depende dos dados de entrada. Um perfil do LinkedIn dá à pesquisa muito mais matéria-prima do que um nome e uma empresa escritos num formulário, e uma taxa de cobertura anunciada sem se dizer com que dados foi obtida não vale quase nada. Verifique esse número com perfis que já conheça. Todos os meses recebe 50 créditos gratuitos, sem cartão, mas um telefone consome 40, o que dá para um único número: chega para ver o resultado, não para avaliar uma taxa. Um mês do plano Start custa 15 € e dá para 25 pesquisas. Aí já há uma amostra que se pode pôr à prova.
8. A extensão que grava o número diretamente no CRM
É ao copiar e colar um número de uma ferramenta para o HubSpot que a qualidade dos dados se perde. A extensão Chrome da Enrow faz a pesquisa a partir de um perfil do LinkedIn ou do Sales Navigator aberto e envia a ficha de contacto completa para o HubSpot, o Salesforce ou o Pipedrive, criando o registo ou atualizando-o: um registo que já exista é enriquecido, não duplicado. Só a pesquisa gasta créditos.
Os mesmos números também podem ser exportados em CSV para uma folha de cálculo, ou obtidos por API, por webhooks ou pelo servidor MCP em github.com/EnrowAPI/enrow-mcp, se os seus comerciais trabalharem no Claude. As integrações nativas cobrem Clay, Cargo, lemlist, Smartlead, Instantly, Make, Zapier e n8n; o Attio, o Close CRM, o Salesloft e o Outreach ligam-se através de integrações de terceiros.
O enquadramento legal, a começar por um registo que já não existe

Cada jurisdição traça a fronteira noutro sítio, e o registo francês Bloctel fechou a 11 de agosto de 2026.
Todos os guias bem posicionados neste tema estão agora errados na parte francesa. O Bloctel acabou. Consultado a 29 de agosto de 2026, o bloctel.gouv.fr resume-se a um aviso de encerramento de 599 caracteres: o serviço terminou com a entrada em vigor, a 11 de agosto de 2026, do regime de prospeção telefónica assente na recolha prévia do consentimento do consumidor, nos termos da lei de 30 de junho de 2025. E a lista de registos de oposição franceses mantida pela CNIL, atualizada a 12 de agosto de 2026, também já não o inclui.
O regime que se seguiu divide o mercado em dois. Segundo a CNIL, numa página datada de 10 de junho de 2026, o consumidor tem de consentir primeiro, ao passo que os profissionais passam a dispor da possibilidade de se opor: um opt-out, e não um consentimento prévio. E o exemplo que a própria autoridade dá é exatamente este caso de uso, a prospeção B2B apoiada no interesse legítimo: uma chamada para apresentar os méritos de um software ao diretor de informática de uma empresa. A CNIL observa que, nessa data, os textos de aplicação ainda estavam pendentes, pelo que os pormenores operacionais continuam em aberto.
O que o seu fornecedor tem de lhe saber dizer
O fundamento de licitude é o interesse legítimo, previsto no artigo 6.º, n.º 1, alínea f), do RGPD, «exceto se prevalecerem os interesses ou direitos e liberdades fundamentais do titular dos dados». Trata-se, portanto, de uma ponderação.
É o artigo 14.º que decide a que fornecedor se pode comprar sem risco, porque se aplica sempre que os dados não vieram da própria pessoa. O n.º 2, alínea f), obriga a comunicar «a partir de que fonte são originários os dados pessoais e, se aplicável, se provêm de fontes acessíveis ao público». Um fornecedor incapaz de documentar de onde veio um determinado número de telemóvel deixa-o sem meios de cumprir essa alínea, e não há cláusula contratual que resolva isso. Quanto ao momento, o n.º 3, alínea a), fala num «prazo de um mês», que constitui o limite máximo; a alínea b) antecipa-o para «o momento da primeira comunicação», o que, numa chamada a frio, significa antes ou durante a chamada. E a exceção do n.º 5, alínea b), enumera o arquivo, a investigação e a estatística. A prospeção comercial não está nessa lista.
Falta o n.º 4 do artigo 21.º, que quase ninguém aplica: o mais tardar no momento da primeira comunicação, o direito de oposição tem de ser «explicitamente levado ao conhecimento do titular dos dados» e apresentado «de modo claro e distinto de qualquer outra informação». Feita a oposição ao abrigo do n.º 2, o n.º 3 põe fim ao tratamento, sem ponderação nenhuma pelo meio. A CNIL diz o mesmo a propósito de números obtidos junto de terceiros: a pessoa tem de ter sido informada de que o seu número podia servir para prospeção, e tem de poder recusar.
Reino Unido: dois registos a consultar, e cuidado com o empresário em nome individual
O artigo 21.º do PECR proíbe as chamadas de marketing não solicitadas para uma linha cujo assinante já declarou não as querer receber, ou cujo número consta do registo mantido ao abrigo do artigo 26.º, com um período de graça de 28 dias no n.º 3. A instrução do ICO não deixa margem: antes de fazer chamadas B2B com um operador humano, é preciso confrontar os números com os registos CTPS e TPS, e ainda com a sua própria lista de quem pediu para não ser contactado.
O PECR trata o empresário em nome individual, e com ele a maioria das sociedades sem personalidade jurídica, como assinante particular. Os seus números inscrevem-se na TPS, e não na CTPS. Se classificar um consultor independente como empresa e consultar apenas o registo empresarial, é daí que lhe virá a queixa. Para as listas compradas, o ICO fixa um prazo rígido: uma consulta com mais de 28 dias já não é válida, porque é esse o tempo que uma inscrição leva a produzir efeitos. E estar publicado não equivale a autorização: o facto de um número ser público ou constar de uma lista telefónica não se sobrepõe a uma inscrição na TPS ou na CTPS.
As duas páginas do ICO tinham, a 29 de agosto de 2026, um aviso a indicar que as orientações estão a ser revistas na sequência do Data (Use and Access) Act. Cito-as, por isso, como a posição atual do regulador, não como direito consolidado.
Estados Unidos: a isenção acaba onde começa a marcação automática
A Telemarketing Sales Rule exclui do seu âmbito, no 16 CFR § 310.6(b)(7), as chamadas telefónicas entre um televendedor e uma empresa destinadas a desencadear a compra de bens ou serviços, mantendo-se aplicáveis as regras sobre declarações enganosas do § 310.3(a)(2) e (4). O próprio resumo da FTC é cauteloso: a maioria das chamadas feitas para uma empresa com a intenção de lhe vender está isenta. A maioria.
E agora a disposição que interessa numa página sobre telemóveis, e que nenhuma das páginas bem posicionadas menciona. O 47 CFR § 64.1200(a)(1) proíbe qualquer chamada feita «recorrendo a um sistema automático de marcação telefónica ou a uma voz artificial ou pré-gravada» sem consentimento expresso prévio, e a alínea (a)(1)(iii) estende essa proibição a qualquer número atribuído a um serviço de telefonia móvel. Em nenhum ponto do (a)(1) se distingue entre linhas empresariais e residenciais. Um comercial que marque à mão o telemóvel profissional de alguém fica de fora da TSR. O mesmo número, marcado por um power dialer ou contactado por uma voz de IA, já não.
Mais duas coisas. Um telemóvel pessoal pode estar inscrito no National Do-Not-Call Registry: a FTC di-lo desde 2005, a inscrição produz efeitos em 31 dias e, desde uma alteração legislativa, nunca caduca. E o § 64.1200(e) estende as regras das alíneas (c) e (d) aos números móveis. Na Alemanha, não há opt-out que valha: o § 7(2) Nr. 1 da UWG exige no mínimo uma mutmaßliche Einwilligung, um consentimento presumido, mesmo tratando-se de uma empresa. Nada disto é aconselhamento jurídico, e estas quatro jurisdições são as que verifiquei a 29 de agosto de 2026.
Quanto custa um número de telemóvel

Quanto maior o volume, menos custa cada número válido, e uma pesquisa que não encontra nada não se paga.
A 40 créditos por telefone, debitados de um saldo partilhado, o preço da Enrow desce de 0,60 € para 0,25 € por número válido à medida que o volume aumenta, e uma pesquisa sem resultado nunca é cobrada.
| Plano | Preço/mês | Créditos | Telefones | Custo por número válido |
|---|---|---|---|---|
| Gratuito | 0 € | 50/mês, recorrentes, sem cartão | 1 | — |
| Start | 15 € | 1 000 | 25 | 0,60 € por número válido |
| Start | 42 € | 4 000 | 100 | 0,42 € por número válido |
| Pro | 75 € | 10 000 | 250 | 0,30 € por número válido |
| Pro | 220 € | 30 000 | 750 | 0,29 € por número válido |
| Scale | 360 € | 50 000 | 1 250 | 0,29 € por número válido |
| Scale | 1 250 € | 200 000 | 5 000 | 0,25 € por número válido |
A faturação anual reduz em 10% o preço do Pro e do Scale: 10 000 créditos a 67,50 €/mês dão 0,27 € por número válido, e 50 000 a 324 €/mês dão 0,26 €. O Start não tem faturação anual e os seus créditos não transitam para o mês seguinte.
Há preços de tabela mais baratos, e fingir o contrário seria ridículo. Segundo as tabelas de preços de julho, o plano de telefone do SignalHire fica perto de 0,16 $ por número mostrado e o do ContactOut ronda os 0,10 $ no limite da sua política de utilização razoável (os dois publicam em dólares). Só que se paga por número mostrado. O crédito é debitado quer o número chegue à pessoa, quer seja uma linha morta, quer atenda o colega que herdou o aparelho, e nenhum deles publica um custo por número que funcione, nem que proporção de uma lista dá algum resultado. A Wiza publica a sua tarifa, e é essa a comparação mais direta: 0,35 $ por telefone adicional além da quota, e 199 $ por utilizador por mês para 500 telefones, ou seja, 0,40 $ cada, por licença (de novo em dólares). O Kaspr também vende por licença, e publica em euros: 59 € por utilizador por mês para 100 créditos de telefone (45 € com faturação anual). Como o preço é por utilizador, cinco comerciais na oferta Business do Kaspr, a 99 € cada, já pesam na fatura antes de alguém encontrar um número. A Enrow não cobra nada por utilizador, e nem o Pro nem o Scale limitam o número de utilizadores.
O Findymail é a exceção que vale a pena notar: um telefone custa 10 créditos, mas o próprio fornecedor declara que não fornece números para contactos da União Europeia, chegando a identificar o campo como «Phone (non-EU)». O Findymail não tem preço para um telemóvel europeu, seja qual for o volume. O Cognism só trabalha por orçamento, e apenas com contrato anual, o que também impede indicar um valor por número.
Onde a Enrow não lhe serve de nada
Não há dentro da Enrow nenhuma base de dados para pesquisar. Os números não ficam armazenados à espera de uma atualização duas ou três vezes por ano: cada um é procurado e validado no momento em que o pede. É isso que mantém atual o número que lhe damos, e é também isso que o impede de filtrar uma lista de CTO alemães dentro do nosso produto. Construa a lista de nomes no Sales Navigator ou no LinkedIn normal e depois traga-a para cá.
Pesquisa inversa não há, como já referi. Sequências também não: a Emelia, a La Growth Machine e o lemlist fazem esse trabalho como deve ser. Nem dados sobre as tecnologias que as empresas usam: os dados de empresa limitam-se ao que o LinkedIn lhe mostraria.
E o plano gratuito é fraco neste campo; numa página sobre telefones, mais vale reconhecê-lo. Os 50 créditos mensais saem todos do mesmo saldo, portanto uma pesquisa de telemóvel a 40 créditos só deixa margem para dez emails. O lemlist oferece 25 pesquisas de telefone gratuitas por mês e o Kaspr 5: em volume gratuito, não somos a melhor opção. Uma pesquisa chega para um primeiro teste, e mais nada.
pronto para passar à velocidade superior?
Ligado em minutos.
Data verificada em segundos.
FAQ
Dá para encontrar o número de telemóvel de alguém só pelo nome?
Na maioria dos casos, o nome sozinho não chega. Junte-lhe o domínio da empresa ou o URL de um perfil do LinkedIn e um fornecedor de dados telefónicos B2B consegue procurar em tempo real e entregar um telemóvel validado em cerca de 2 a 5 segundos. São os dados de entrada que determinam a taxa de cobertura: a partir de perfis do LinkedIn, a medição interna da Enrow é de 92 telemóveis em cada cem contactos, e um nome isolado fica muito abaixo disso. Um nome e uma cidade, sem empregador associado, já pertencem ao domínio da pesquisa de particulares e ficam fora do âmbito de um fornecedor de dados B2B.
Os números de telemóvel são informação pública?
Não. A central genérica de uma empresa publicada num site não é sequer dado pessoal, segundo o ICO, porque não identifica ninguém em concreto. O telemóvel de uma pessoa identificada é dado pessoal à luz do RGPD europeu e do britânico, mesmo em contexto profissional, e com ele vêm o dever de indicar a fonte do artigo 14.º e o direito de oposição do artigo 21.º. O facto de estar publicado algures não dá autorização para ligar.
Há alguma forma gratuita de encontrar números de telemóvel?
Existem caminhos gratuitos, mas nenhum dá um telemóvel verificado. A caixa de entrada, o CRM, o painel de contactos do LinkedIn e os operadores de pesquisa não custam nada e dão números desatualizados ou sem indicação do tipo de linha. As ofertas gratuitas dos fornecedores são pequenas: o lemlist dá 25 pesquisas de telefone por mês, o Kaspr 5, e os 50 créditos mensais da Enrow chegam para exatamente uma pesquisa de telefone.
É legal ligar para o telemóvel de um prospect?
Nos Estados Unidos, uma chamada de venda de empresa para empresa marcada à mão fica abrangida pela isenção da TSR do 16 CFR § 310.6(b)(7). Se ligar para o mesmo telemóvel com marcação automática, uma gravação ou uma voz de IA, o 47 CFR § 64.1200(a)(1)(iii) passa a exigir consentimento expresso prévio, sem exceção nenhuma para empresas. No Reino Unido, é obrigatório confrontar antes os números com a TPS e a CTPS. A Alemanha exige no mínimo um consentimento presumido, ao abrigo do § 7(2) Nr. 1 da UWG.
Ainda é preciso consultar o Bloctel em França?
O Bloctel já não existe. O site do Governo francês confirma que o serviço terminou a 11 de agosto de 2026, quando entrou em vigor o regime de consentimento criado pela lei de 30 de junho de 2025, e a CNIL retirou-o da sua lista de registos de oposição. No novo regime, o consumidor tem de consentir antes de ser contactado e o profissional passa a ter, em vez disso, um direito de oposição.
Como se encontra gratuitamente o telemóvel de alguém no Reino Unido?
No Reino Unido, os caminhos gratuitos são os mesmos que em qualquer lado: uma assinatura que já tenha, o seu CRM, o painel de contactos do LinkedIn, uma biografia publicada. Antes de ligar para o número que encontrar, confronte-o com a TPS e com a CTPS, porque o PECR classifica o empresário em nome individual, e com ele a maioria das sociedades sem personalidade jurídica, como assinante particular, o que coloca o número na TPS. Uma consulta com mais de 28 dias deixa de ser válida.

