
Não há dois fornecedores que concordem, e só o Amazon SES associa sanções concretas ao seu número.
O essencial A taxa de bounce é o número de bounces a dividir pelos emails enviados, a multiplicar por 100. Enviam-se 1 000 e 25 fazem bounce: são 2,5%. Três fornecedores publicam um número, e não batem certo uns com os outros. O Amazon SES pede que se mantenha a taxa abaixo de 2%, põe a conta em revisão aos 5% e pode suspender os envios aos 10%. O Klaviyo publica «abaixo de 1,0%» — metade do SES. O painel de sequências do HubSpot considera boa uma taxa abaixo de 3%. Para o Gmail, o Google não publica limite nenhum. O Mailchimp explica porquê no seu próprio centro de ajuda: "ISPs do not publicly release their limits." Ou seja, a «norma do setor» dos 2% que toda a gente cita vem de um fornecedor de cloud, e não de um setor inteiro. O SES conta só os hard bounces e exclui expressamente a caixa cheia e os IP bloqueados. Por outras palavras, 3% de caixas cheias e 3% de endereços mortos não são a mesma coisa, e só os segundos ameaçam a conta. Para o cold email não existe referência publicada. Nem de um fornecedor de envio, nem de um organismo de normalização, nem de uma empresa de estudos. Os 7,5% que o Google mostra para essa pergunta vêm de uma publicação no LinkedIn sem qualquer fonte. Mais vale medir um envio a frio pela escala do SES e apontar para menos de 1%, com uma lista verificada antes de sair.
Pegue no número de bounces, divida-o pelo número de emails enviados e multiplique por 100. A fórmula é essa, e é a última coisa simples desta página.
Antes dos números, um esclarecimento, porque o Google mistura as duas coisas a toda a hora. A analítica web tem uma métrica com o mesmo nome, que nada mais partilha com esta. O Google Analytics 4 define-a como "the percentage of sessions that were not engaged", e considera com envolvimento uma sessão que dura mais de 10 segundos, desencadeia um evento-chave ou chega a duas visualizações de página (ajuda do GA4, consultada a 29 de agosto de 2026). Num site, 42% é um dia normal. Num envio de email, 42% quer dizer que a lista nunca foi verificada e que o domínio está em apuros.
Agora a parte que ninguém faz como deve ser. Todos os artigos que aparecem no topo desta pesquisa trazem uma tabela de limites, e nenhum diz quem publicou os números que lá estão. Passei a manhã nas fontes primárias — o FAQ do Amazon SES sobre sanções, as faixas de entregabilidade do Klaviyo, a documentação de bounce do HubSpot, as regras de remetente do Google, o artigo do Mailchimp sobre bounces, a RFC 3463 e a referência de erros SMTP do Gmail — e copiei a formulação palavra por palavra. É isto que dizem, com a data em que li cada uma.
Uma declaração de interesses antes de continuar. Dirijo a Enrow, que encontra e verifica emails profissionais, por isso tenho interesse comercial em que este número o preocupe. Tudo o que vem daqui até às duas últimas secções é documentação de terceiros, citada e com o link ao lado.
Todos os limites de bounce publicados, numa só tabela
Dois fornecedores, o Amazon SES e o Klaviyo, publicam um número pelo qual respondem, e um é o dobro do outro. Um terceiro, o HubSpot, publica um valor mais folgado para as sequências e recusa-se a publicar um para o email de marketing. O Google não publica nada.
| Taxa | O que desencadeia | Quem publica | As palavras exatas, no original | Fonte, consultada a 29 de agosto de 2026 |
|---|---|---|---|---|
| Abaixo de 1,0% | Coluna «Healthy» do Klaviyo para a taxa de bounce | Klaviyo | "It is best practice for bounce rates to stay below 1.0%." | Klaviyo, valores de referência de email |
| 1% a 2% | Coluna «Room for Improvement» | Klaviyo | Bounce colocado na faixa "1%-2%" da tabela de referência de envolvimento negativo | Klaviyo, métricas de entregabilidade |
| Abaixo de 2% | Boa prática, sem sanção associada | Amazon SES | "For best results, you should maintain a bounce rate below 2%. Higher bounce rates can impact the delivery of your emails." | FAQ de bounce do SES, Q4 |
| Acima de 2% | Coluna «Needs attention» | Klaviyo | "> 2%" na linha do bounce, terceira coluna da mesma tabela de três faixas | Klaviyo, métricas de entregabilidade |
| Abaixo de 3% | Considerado bom no sender score das sequências | HubSpot | "A good bounce rate is less than 3%" | HubSpot, sender score das sequências |
| 5% ou mais | Conta posta em revisão | Amazon SES | "If your bounce rate is 5% or greater, we'll place your account under review." | FAQ de bounce do SES, Q4 |
| 10% ou mais | Os envios podem ser suspensos | Amazon SES | "…we might pause your account's ability to send additional email until you resolve the issue." | FAQ de bounce do SES, Q4 |
| Sem número | Período probatório, dois avisos, depois suspensão total | HubSpot | Os limiares "depend on the sending volume associated with the industry of your business"; "After two probationary warnings, your email sending will be fully suspended." | HubSpot, período probatório de envio |
| Sem número | Nada publicado para o Gmail | As regras de remetente não trazem qualquer exigência numérica de bounce. A única instrução sobre volume: "If messages start bouncing or start being deferred, reduce the sending volume until the SMTP error rate decreases." | regras de remetente do Gmail | |
| Sem número | — | Mailchimp | "Bounce rate limits vary between ISPs and email providers, and they change throughout the year… ISPs do not publicly release their limits." | Mailchimp, About bounces |
Três destas dez linhas dizem, de uma maneira ou de outra, «não há número». Não é falha da minha leitura. É a posição que dois dos maiores remetentes do mundo assumem por escrito, e explica por que razão a tabela certinha de 2%/5% que circula nesta pesquisa assenta numa única fonte real.
O que mede, ao certo, o número do SES
Quem cita os 5% herda a definição que vem com eles, e essa definição é mais estreita do que se costuma supor. O SES conta hard bounces para domínios que não foram verificados, e mais nada: "Temporary and intermittent failures such as 'mailbox full,' or bounces due to blocked IP addresses, don't count toward your bounce rate" (FAQ de bounce, Q3, consultado a 29 de agosto de 2026). Uma campanha que aparece a 4% no painel do seu fornecedor de envio pode estar bem abaixo de 1% pelas contas do SES. Ou pode não estar, e não há maneira de saber sem separar os códigos.
Há um segundo pormenor que quase ninguém menciona: quem está sujeito ao número do SES não o consegue reproduzir. A Amazon di-lo por escrito: "We don't calculate your bounce rate based on a fixed period of time… Instead, we look at a representative volume." E o próprio FAQ explica a seguir que a API de estatísticas de envio também não lho dá. A métrica que decide se a conta continua a enviar é calculada numa janela que a Amazon não revela, sobre um volume que a Amazon escolhe. Planeie em função do limiar que suspende a conta, não do valor que o painel mostra.
Já agora, mantenha as queixas numa coluna à parte. O Amazon SES pede uma taxa de queixas abaixo de 0,1%, põe a conta em revisão a partir de 0,1% e pode suspender os envios a partir de 0,5% (FAQ de queixas, Q5, consultado a 29 de agosto de 2026). O Klaviyo reparte a mesma métrica por três colunas da sua tabela de entregabilidade: saudável abaixo de 0,01%, a melhorar entre 0,01% e 0,05%, a precisar de atenção acima de 0,05%. Para os cancelamentos de subscrição, a faixa saudável fica abaixo de 0,3% por campanha. Métricas diferentes, cálculos diferentes, e, no entanto, há quem cite as duas no mesmo parágrafo como se fossem uma só.
Hard bounce e soft bounce

Um valor de 2,8% no HubSpot e outro de 2,8% no Amazon SES não medem a mesma coisa.
Um hard bounce é uma rejeição permanente: a caixa não existe, o domínio não consegue aceitar correio, ou o servidor recusa-o por uma regra interna. Traz uma resposta SMTP da classe 5yz, que a RFC 3463 define como uma falha que dificilmente se resolve reenviando a mensagem tal como está. Um soft bounce é passageiro, traz uma resposta 4yz e costuma desaparecer numa segunda tentativa — caixa cheia, limite de ritmo, um servidor com um mau dia.
A versão curta da tabela seguinte: de um lado, um endereço morto; do outro, um mau momento.
A versão longa é a que interessa, porque o seu fornecedor de envio mostra-lhe uma categoria, ao passo que o servidor de destino lhe mandou um código. Não é a mesma informação. Nove tipos de bounce cobrem quase tudo o que um envio real devolve, e só quatro são falhas permanentes que entram na taxa com que o Amazon SES aplica sanções — os outros cinco são passageiros, excluídos, ou não documentados.
| O que fez bounce | Código SMTP | Subcódigo e definição da RFC 3463 | Como o Gmail o escreve | Conta para a taxa de bounce do Amazon SES? | O que fazer |
|---|---|---|---|---|---|
| O endereço não existe | 550 5.1.1 | X.1.1 — a caixa indicada no endereço não existe | "The email account that you tried to reach does not exist." | Sim — hard bounce | Apagar a linha. Nunca voltar a enviar. |
| O domínio não consegue receber correio | classe 5yz (permanente) | X.1.2 — o sistema de destino não existe ou não é capaz de aceitar correio | Não consta da lista publicada pelo Gmail | Sim — hard bounce | Apagar e rever todas as linhas desse domínio no ficheiro. |
| Conta inativa | 550 5.2.1 | X.2.1 — a caixa existe, mas não está a aceitar mensagens | "The email account that you tried to reach is inactive." | Permanente, logo tratado como hard | Apagar. Uma caixa adormecida não ressuscita. |
| Caixa cheia | 452 4.2.2 | X.2.2 — a caixa está cheia porque o utilizador excedeu a quota administrativa ou a capacidade física | "The recipient's inbox is out of storage space." | Não — o SES exclui expressamente a caixa cheia | Repetir. Só agir se acontecer outra vez. |
| Caixa cheia e inativa | 552 5.2.2 | X.2.2 sob uma classe permanente 5yz | "The recipient's inbox is out of storage space and inactive." | Permanente, logo tratado como hard | Apagar. Parece soft, mas não é. |
| Bloqueio por política | 550 5.7.1 | X.7.1 — o remetente não está autorizado a enviar para aquele destino | "The user or domain that you are sending to (or from) has a policy that prohibits the email that you sent." | Não — o SES exclui os IP bloqueados | Não é problema da lista. É da sua reputação ou da sua autenticação. |
| Limite de ritmo | 421 4.7.28 | 4.X.X — a persistência de uma condição temporária levou ao abandono ou ao atraso | "Gmail has detected an unusual rate of email. To protect our users from spam, email has been temporarily rate limited." | Não — passageiro | Abrandar. O problema é o volume, não os dados. |
| O seu próprio limite diário | 550 5.4.5 | Não se aplica | "Daily user sending limit exceeded." | Não enumerado pelo SES | Foi o fornecedor da sua caixa de email que o travou. Ninguém o rejeitou. |
| Bounce atrasado ou assíncrono | Aceite no RCPT TO, rejeitado depois | Não se aplica | Não se aplica | Não documentado pelo SES, nem num sentido nem no outro | É o caso dos catch-all. Ver mais abaixo. |
Os códigos SMTP e as definições de sub-código foram retirados da RFC 3463 e da referência de erros SMTP do Gmail, ambas consultadas a 29 de agosto de 2026. O tratamento do SES vem do seu FAQ de bounce, consultado na mesma data.
E aqui está a divergência que vale a pena conhecer, porque muda o que o painel lhe está a dizer. O HubSpot lista seis motivos de hard bounce e «Mailbox full» é um deles. O Amazon SES dá o mesmo caso como exemplo do que não conta. Mesmo bounce, mesmo destinatário, classificado como permanente por um fornecedor e ignorado pelo outro. Nenhum dos dois está errado, mas 2,8% no HubSpot e 2,8% no SES continuam a não ser números comparáveis.
É nos soft bounces que se desfaz o folclore do «não faz mal, o servidor tenta outra vez». O Klaviyo suprime um endereço automaticamente ao fim de mais de 7 soft bounces consecutivos, contando só os dos últimos 2 anos. O Mailchimp abre uma exceção deliberada no sentido contrário: "If a bounced address has recently engaged with your emails, we won't remove it from your audience right away." Dois fornecedores, o mesmo sinal, reflexos opostos. Estão de acordo numa coisa: um soft bounce que se repete deixa de ser um percalço e passa a ser uma caixa morta disfarçada.
Que taxa de bounce é boa?
Abaixo de 2% é o que o Amazon SES publica como boa prática, e é o único limiar com uma escala de sanções por trás: revisão aos 5%, suspensão possível aos 10%, só hard bounces. O Klaviyo é mais exigente e fixa a fasquia abaixo de 1,0%. Em cold email, o objetivo prático é ficar abaixo de 1%, porque um envio a frio não tem histórico de envolvimento a seu favor.
Este último valor é uma escolha minha, não é regra publicada por ninguém. Um envio a frio sai muitas vezes de um domínio recente, sem histórico nenhum acumulado na conta, e aí as linhas mortas custam mais caro do que custariam numa newsletter com cinco anos de casa. Esse objetivo alcança-se sem proezas: é o resultado normal de uma lista verificada antes do envio. O método é aborrecido e está em verificação de emails em massa — normalizar, tirar duplicados, passar cada linha por verificações SMTP reais, separar por estado e não filtrar, e verificar outra vez antes da campanha seguinte, em vez de confiar num ficheiro de março.
Valores de referência de bounce, por contexto de envio

As listas maiores têm menos bounces: entre 1 000 e 2 499 contactos, a taxa é de 3,18%, mais do dobro das maiores.
O maior conjunto de dados públicos sobre isto vem do GetResponse, que analisou mais de 4,4 mil milhões de mensagens enviadas pelos seus clientes em 2023, e só contou remetentes com pelo menos 500 contactos. A média que apresenta é 2,33%. E a conclusão mais útil contraria a intuição com que quase toda a gente aborda a limpeza de listas: as listas maiores fazem menos bounce, não mais. O segmento acima de 100 000 contactos está nos 1,51%, ao passo que as listas de 1 000 a 2 499 estão nos 3,18% — mais do dobro.
| Critério | Segmento | Taxa de bounce (envios de 2023) |
|---|---|---|
| Tipo de envio | Disparado por RSS | 0,67% |
| Tipo de envio | Disparado por evento | 2,38% |
| Tipo de envio | Newsletter | 2,42% |
| Tipo de envio | Resposta automática | 2,53% |
| Tipo de envio | Emails de boas-vindas | 3,98% |
| Tamanho da lista | 250 a 499 contactos | 2,86% |
| Tamanho da lista | 500 a 999 contactos | 3,04% |
| Tamanho da lista | 1 000 a 2 499 contactos | 3,18% |
| Tamanho da lista | 2 500 a 4 999 contactos | 2,88% |
| Tamanho da lista | 5 000 a 9 999 contactos | 2,77% |
| Tamanho da lista | 10 000 a 24 999 contactos | 2,24% |
| Tamanho da lista | 25 000 a 49 999 contactos | 2,11% |
| Tamanho da lista | 50 000 a 99 999 contactos | 2,46% |
| Tamanho da lista | Mais de 100 000 contactos | 1,51% |
| Continente | Oceânia | 1,87% |
| Continente | América do Sul | 2,04% |
| Continente | Europa | 2,11% |
| Continente | África | 2,57% |
| Continente | América do Norte | 2,68% |
| Continente | Ásia | 2,73% |
Fonte: GetResponse Email Marketing Benchmarks, ano de dados 2023, página consultada a 29 de agosto de 2026. Trata-se apenas de email de marketing com consentimento: nada disto é prospeção a frio.
Os 3,98% dos emails de boas-vindas, quase seis vezes o valor do RSS, dizem tudo. É o envio que parte para um endereço no instante em que alguém o escreve num formulário, antes de qualquer verificação. As gralhas e os endereços descartáveis chegam ali primeiro.
O setor de atividade pesa tanto como qualquer outro fator que controle, e do primeiro ao último a taxa multiplica-se por quatro.
| Setor | Taxa de bounce (envios de 2023) |
|---|---|
| Comunicação | 1,19% |
| Serviços financeiros | 1,79% |
| Edição | 2,13% |
| Marketing na internet | 2,16% |
| Tecnologia e alta tecnologia | 2,23% |
| Organizações sem fins lucrativos | 2,31% |
| Serviços jurídicos | 2,39% |
| Retalho | 2,55% |
| Educação | 2,60% |
| Restauração e alimentação | 2,68% |
| Todos os setores | 2,79% |
| Viagens | 2,90% |
| Saúde e beleza | 3,06% |
| Artes e entretenimento | 3,11% |
| Agências | 3,15% |
| Cuidados de saúde | 3,17% |
| Desporto e atividades | 3,71% |
| Automóvel | 4,31% |
| Imobiliário | 4,86% |
Mesma fonte, mesmo ano de dados, mesma data de leitura. E uma ressalva honesta: o relatório apresenta três médias gerais diferentes, consoante a tabela que se consulte — 2,33% na tabela dos continentes e no FAQ, 2,79% na dos setores, 2,78% na dos países. São agregações diferentes do mesmo corpus, que o próprio relatório não concilia. Indiquei de que tabela veio cada número, em vez de escolher o que me convinha.
Por país, o intervalo alarga-se ainda mais, e é pouco intuitivo para um leitor europeu: Polónia 1,13%, Bélgica 1,75%, Austrália 1,77%, Canadá 2,26%, Espanha 2,48%, Estados Unidos 2,70%, França 2,71%, Grã-Bretanha 3,21%, Alemanha 3,89%, Israel 9,97%. E nada disto é estável. No mesmo relatório, a América do Norte caiu de 4,92% em 2022 para 2,68% em 2023. Um valor de referência é uma fotografia, não é uma constante.
Taxa de bounce em cold email: a referência que não existe
Não há média publicada de taxa de bounce para prospeção a frio. Fui procurá-la a 29 de agosto de 2026 e vim de mãos a abanar: o resultado mais bem posicionado para essa pergunta exata é uma publicação no LinkedIn que fala em cerca de 7,5%, sem dados, sem amostra e sem fonte nenhuma. Trate-o pelo que é, um número que alguém escreveu.
O que lhe posso dar é a escala para avaliar um envio a frio, e é a do SES que viu no início desta página: abaixo de 2% como boa prática, revisão aos 5%, suspensão possível aos 10%, só hard bounces. Uma lista fria não tem nada acumulado para amortecer um mau envio. Os bounces dela decidem-se quase todos a montante: na ferramenta que forneceu cada endereço e na verificação por que esse endereço passou, ou não, antes de lhe chegar às mãos. Pergunte a um fornecedor o que acontece entre esses dois momentos. Quantos encontra vem depois.
O modelo de cobrança diz-lhe quem fica com o risco de um endereço mal deduzido. O plano mais barato do Hunter custa 49 € por 2 000 pesquisas, e o Hunter cobra a tentativa, não o resultado válido: 0,0245 € por pesquisa, encontre ou não um endereço. O plano Start da Enrow cobra 0,015 € por email válido e nada quando não encontra. Mesma moeda, mesma base mensal: o Hunter publica em euros, e são os números dele, não uma conversão minha. Por tentativa, o Hunter já custa mais do que a Enrow por resultado. Leve os dois à mesma unidade, o email efetivamente encontrado, e a diferença cresce. Parto do princípio de que, numa ferramenta que cobra por pesquisa, cerca de 30% das pesquisas devolvem um email: é a minha hipótese de trabalho, não um número publicado pelo Hunter. A essa taxa, cada email que o Hunter encontra sai a cerca de 0,082 €, umas 5,4 vezes o preço da Enrow Start, e isto antes de contar os endereços que fazem bounce.
O único número sobre listas frias que assino é o nosso, e é uma observação, não uma referência: os endereços que passam pelo verificador da Enrow antes de alguém lhes escrever têm uma taxa de bounce inferior a 1%, em média, nos ficheiros que processamos. Não é uma promessa. E não diz nada sobre um ficheiro que ninguém verificou.
O que um bounce lhe custa de verdade
Um hard bounce não é uma mensagem que não chegou. É um ponto negativo registado contra o seu domínio de envio, e esse registo sobrevive à campanha que o produziu.
O HubSpot documenta a versão mais concreta disto, e vale a pena ler duas vezes. Um contacto que faça hard bounce em três ou mais contas HubSpot recebe estado de bounce global e fica "dropped from future emails across all HubSpot accounts" — não só na sua conta: em todas. O dano de reputação que os endereços maus provocam não fica confinado à conta que lhes escreveu. A lista suja de outra pessoa pode queimar um endereço antes de o chegar a usar, e a sua lista suja faz o mesmo aos outros.
No SES, a penalização funciona de outra forma. Como a taxa de bounce é calculada sobre um volume representativo e não sobre uma janela fixa, não adianta esperar que um mau envio caia no esquecimento. Não há segunda-feira nenhuma em que o contador volte a zero. Dilui-se um número mau com envios bons, devagar, e entretanto a conta fica em revisão.
É esta assimetria que as equipas subestimam. Uma tarde a enviar para um ficheiro podre, e depois semanas de envios pequenos, cuidadosos e bem recebidos para recuperar. Já vi um domínio impecável ir parar ao spam entre o almoço e o fim do dia.
Porque é que os emails são devolvidos
Os bounces decidem-se na qualidade da lista, não no texto. Assuntos e horas de envio mexem com as taxas de abertura; nenhum deles muda o facto de a caixa existir ou não. Quatro causas explicam quase tudo o que vejo em ficheiros reais, e a primeira pesa mais do que as outras três juntas.
À cabeça, as linhas velhas. As pessoas mudam de empresa e o endereço morre no dia em que saem, de maneira que qualquer ficheiro exportado há meses está a degradar-se enquanto espera no CRM. Não lhe consigo dar uma percentagem honesta de degradação — a fonte de estatísticas de emprego dos Estados Unidos que normalmente citaria devolveu-me um erro 403 a 29 de agosto de 2026, e não vou buscar o número a um blogue. O que lhe posso descrever é o mecanismo. Um resultado de verificação vale para o dia em que foi feito. Toda a gente que saiu desde então continua no ficheiro, com o endereço bem escrito e a apontar para uma caixa que já não existe. Sem nova verificação, uma exportação de há nove meses não é uma lista, é um arquivo.
Em segundo lugar, os endereços deduzidos do formato da empresa. Alguém aplica nome.apelido@empresa.com a 400 linhas e envia tal e qual. Uma parte razoável está certa. Cada uma das erradas faz bounce, e não há como distinguir umas das outras sem confirmar endereço a endereço. O método para deduzir com jeito, e depois confirmar, está em como encontrar o email de alguém.
Depois vêm os catch-all, cujos bounces passam despercebidos até ser tarde demais. O SendGrid separa os dois mecanismos com precisão: um bounce síncrono acontece "when the remote inbox provider rejects the message during the initial delivery attempt", ao passo que um assíncrono acontece "when Twilio SendGrid accepts a message for delivery, but the inbox providers reports that message as a bounce" (documentação do SendGrid, consultada a 29 de agosto de 2026). Um domínio que aceita tudo diz que sim à porta e rejeita a mensagem no corredor, horas depois. É esse atraso que torna insegura uma linha catch-all por resolver; o mecanismo completo está explicado no artigo sobre o que é um email catch-all.
Por fim, a causa mais aborrecida de todas: dados sujos. Um espaço a mais no fim, .con no lugar de .com, nomes próprios na coluna do apelido, uma colagem que deslocou todas as linhas uma posição. Corrigir não custa nada. Enviar assim custa caro.
Como baixar a taxa de bounce
Verificar cada endereço antes de cada envio, apagar os hard bounces logo que aparecem, sem tentar de novo, manter os catch-all fora do ficheiro enquanto ninguém os resolver, e verificar outra vez tudo o que foi recolhido há mais de uns meses. Esta sequência tira do caminho quase tudo o que faz bounce. O resto é disciplina de volume: o Google classifica como remetente em massa quem passa das 5 000 mensagens por dia para contas Gmail, e esse é o único número publicado com que se pode planear um warm-up.
Dois hábitos valem mais do que todo o resto da lista.
O primeiro: agrupe o relatório de bounces por domínio de destino antes de o ler. Uma percentagem calculada sobre a campanha inteira dilui precisamente a parte útil. Imagine um envio para 2 000 endereços que devolve quatro hard bounces, e os quatro caem na mesma empresa. Raramente é azar. Quase sempre quer dizer que o formato de endereço que aplicou àquela empresa está errado, o que põe sob suspeita todas as outras linhas que tem do mesmo domínio, tenham feito bounce ou não. Volte a procurar os contactos desse domínio, e quatro falhas valem-lhe a correção de vinte linhas.
O segundo: confronte o seu relatório com os códigos da tabela acima antes de reagir. 452 4.2.2 e 550 5.1.1 caem na mesma coluna do painel, com a etiqueta «bounced», e querem dizer o contrário um do outro — um é uma pessoa com a caixa cheia, o outro é uma caixa que já não existe. Quem apaga no primeiro e repete no segundo tem tudo às avessas. O HubSpot mostra isto bem, na propriedade do motivo de hard bounce, e o passo a passo da auditoria está em qualidade dos dados no HubSpot CRM; se o envio passar pelas sequências, os limiares que esse painel usa estão no guia das sequências do HubSpot.
As afirmações que circulam, confrontadas com a fonte
Oito afirmações dominam as páginas mais bem posicionadas nestas pesquisas, e todas deturpam a fonte que invocam. A mais repetida, o «padrão da indústria de 2%», não passa do valor de boa prática de um fornecedor de cloud, que conta um único tipo de bounce. Recolhi cada afirmação num resultado real, a 29 de agosto de 2026, e pus ao lado o documento primário.
| Afirmação que circula | O que a fonte diz | Fonte, consultada a 29 de agosto de 2026 |
|---|---|---|
| «2% é a norma do setor para a taxa de bounce» | É um fornecedor de cloud que o publica, como boa prática, contando só hard bounces. O Klaviyo publica 1,0%, o HubSpot 3% para sequências, o Google nada. Não existe um valor para o setor inteiro | FAQ de bounce do SES; Klaviyo; sender score do HubSpot |
| «A taxa média de bounce em cold email anda nos 7,5%» | Não existe em lado nenhum uma referência publicada para a prospeção a frio. A fonte mais bem posicionada para esse valor é uma publicação no LinkedIn sem qualquer fonte primária | resultados consultados a 29 de agosto de 2026; não existe fonte primária |
| «Fique abaixo de 5% ou a conta é suspensa» | 5% e 10% desencadeiam duas ações diferentes. "5% or greater, we'll place your account under review"; "10% or greater, we might pause your account's ability to send" | FAQ de bounce do SES, Q4 |
| «O limite de bounce do Google é 0,3%» | 0,30% é uma taxa de spam, não é uma taxa de bounce: "Keep spam rates reported in Postmaster Tools below 0.10% and avoid ever reaching a spam rate of 0.30% or higher." As regras não mencionam nenhum limite numérico de bounce | regras de remetente do Gmail |
| «Uma taxa de bounce de 42% é boa?» | Isso é analítica web. GA4: "The bounce rate is the percentage of sessions that were not engaged." Nada tem que ver com email | ajuda do GA4 |
| «Os soft bounces não interessam» | O Klaviyo suprime um endereço ao fim de mais de 7 soft bounces consecutivos. E o 552 5.2.2 do Gmail, caixa cheia e inativa, é um 5yz permanente | supressões do Klaviyo; referência SMTP do Gmail |
| «Caixa cheia é sempre soft bounce» | O HubSpot põe «Mailbox full» entre os seus seis motivos de hard bounce. O SES dá o mesmo caso como um dos que exclui da taxa. Dois fornecedores, classificação oposta | HubSpot, hard e soft; FAQ de bounce do SES |
| «Dá para consultar o limite de bounce de cada ISP» | "Bounce rate limits vary between ISPs and email providers, and they change throughout the year… ISPs do not publicly release their limits." | Mailchimp, About bounces |
Quanto custa prevenir e quanto custa um bounce
Verificar mil endereços custa 3,75 € no escalão pago mais barato e 1,80 € no Scale — 1,95 € de diferença, entre dois planos que estão numa proporção de um para cinquenta em créditos e de um para vinte e quatro em preço. Uma verificação custa um quarto de crédito, pelo que mil linhas gastam 250.
| Plano | Preço (EUR, mensal) | Créditos incluídos | Custo de verificar 1 000 endereços | Endereços verificáveis por mês |
|---|---|---|---|---|
| Gratuito | 0 €/mês | 50 créditos/mês, recorrentes, sem cartão | — | 200 endereços/mês |
| Start | 15 €/mês | 1 000 créditos/mês | 3,75 € | 4 000 endereços/mês |
| Start 4k | 42 €/mês | 4 000 créditos/mês | 2,63 € | 16 000 endereços/mês |
| Pro | 75 €/mês | 10 000 créditos/mês | 1,88 € | 40 000 endereços/mês |
| Scale | 360 €/mês | 50 000 créditos/mês | 1,80 € | 200 000 endereços/mês |
Grelha em euros da Enrow, sempre com pagamento mensal. Cada custo de verificação é o preço do mês a dividir pelos créditos do mês, a multiplicar por 250. O plano gratuito repõe-se todos os meses.
Três euros e setenta e cinco cêntimos para verificar mil endereços, contra uma semana em que todas as campanhas do domínio chegam pior à caixa de entrada. A comparação nem é renhida, e é aí que se percebe que a taxa de bounce é mais uma decisão de compra do que uma decisão de envio.
Como vendo uma destas ferramentas, aqui ficam, de uma vez, a declaração de interesses e os limites. A Enrow encontra e verifica emails profissionais e telemóveis diretos em tempo real, e só cobra quando o resultado sai válido: uma falha não custa um cêntimo. Cada endereço passa por mais de 10 verificações — várias passagens SMTP e sondagens de catch-all a partir de servidores em regiões diferentes — e as linhas de domínios que aceitam tudo saem verificadas, e não arrumadas na gaveta dos «arriscados». Os ficheiros inteiros entram pela API, ou pelo servidor MCP em github.com/EnrowAPI/enrow-mcp se o trabalho decorrer dentro do Claude ou do Cursor. A partir de um perfil do LinkedIn ou do Sales Navigator, a extensão Chrome escreve a ficha de contacto completa e verificada no HubSpot, no Salesforce ou no Pipedrive num clique — e, nos três, a extensão cria o contacto ou atualiza o que já existe, de modo que o mesmo prospect, encontrado em duas pesquisas guardadas, dá um único registo atualizado duas vezes, e não dois registos.
Agora os limites. A Enrow não tem índice de contactos para consultar e não vai construir nenhum, porque um índice guardado só é refeito a cada três a nove meses, e o intervalo entre duas atualizações é precisamente a degradação que enche um envio de linhas mortas. Procurar no momento do pedido é a nossa opção, e tem um preço: a lista continua a montar-se no LinkedIn ou no Sales Navigator, não aqui. O saldo de créditos também é único para as duas tarefas: passe 40 000 linhas pelo verificador no Pro e os 10 000 créditos do mês esgotam-se, sem sobrar nada para encontrar contactos novos. Reparta esse orçamento antes de carregar o ficheiro, não depois.
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FAQ
Que taxa de bounce é boa?
O valor mais usado é o do Amazon SES: manter abaixo de 2%, com revisão da conta aos 5% e suspensão possível aos 10%, contando só hard bounces. O Klaviyo é mais exigente e fixa a fasquia abaixo de 1,0%. O HubSpot considera boa uma taxa abaixo de 3% numa sequência. Em prospeção a frio, o objetivo realista para uma lista verificada antes do envio é ficar abaixo de 1%.
Que taxa de hard bounce é aceitável?
Os hard bounces são os que os fornecedores sancionam, pelo que o valor aceitável anda perto de zero. O Amazon SES conta só hard bounces na taxa que põe uma conta em revisão aos 5% e pode suspendê-la aos 10%. Uma lista B2B verificada deve ficar abaixo de 1% de hard bounces; acima de 2%, é sinal de que entraram endereços no ficheiro sem uma verificação real.
Como se calcula a taxa de bounce de um email?
Divida o número de mensagens que fizeram bounce pelo número de mensagens enviadas e multiplique por 100. Uma campanha enviada para 5 000 endereços com 60 bounces tem uma taxa de 1,2%. Calcule também os hard e os soft em separado, porque o Amazon SES só conta os hard nos seus limiares de sanção e exclui as caixas cheias e os IP bloqueados.
Devo apagar os hard bounces da minha lista?
Sim, de imediato, e sem nunca repetir o envio. Um hard bounce é uma rejeição permanente da classe 5yz, definida pela RFC 3463 como uma falha que dificilmente se resolve reenviando a mensagem tal como está. O HubSpot vai mais longe: um contacto que faça hard bounce em três ou mais contas HubSpot deixa de receber emails em todas as contas HubSpot. Apague a linha, não se limite a suprimi-la, e volte a procurar o contacto.
Uma taxa de bounce de 42% é boa?
Esse número vem quase de certeza da analítica web, não do email. O Google Analytics 4 define a taxa de bounce como a percentagem de sessões sem envolvimento, e 42% é banal num site. Em email, 42% significaria uma lista nunca verificada e um domínio de envio já em sarilhos sérios. As duas métricas partilham o nome e mais nada.
Os soft bounces prejudicam a reputação de remetente?
Um soft bounce isolado é uma rejeição transitória da classe 4yz, e o Amazon SES exclui por completo as caixas cheias da sua taxa. O problema está na repetição. O Klaviyo suprime automaticamente um endereço ao fim de mais de sete soft bounces consecutivos, contados ao longo de dois anos, porque uma caixa que nunca aceita correio está, na prática, morta, seja qual for o código que devolva.
Qual é a taxa média de bounce em cold email?
Nenhum fornecedor de envio, organismo de normalização ou empresa de estudos publica uma. Os valores na casa dos 7,5% que circulam vêm de publicações em redes sociais sem fonte primária. Na falta de referência, meça um envio a frio pela escala dos fornecedores: o Amazon SES pede menos de 2%, põe a conta em revisão aos 5% e só conta hard bounces. Com uma lista fria verificada antes do envio, é realista ficar abaixo de 1%.
Qual é a diferença entre hard bounce e soft bounce?
Um hard bounce é permanente, traz uma resposta SMTP da classe 5yz — como o 550 5.1.1 do Gmail para uma caixa que não existe — e a linha deve ser apagada. Um soft bounce é transitório, traz uma resposta 4yz como o 452 4.2.2 de caixa cheia, e costuma resolver-se numa segunda tentativa. Nos casos-limite, os fornecedores divergem: o HubSpot classifica a caixa cheia como hard bounce, ao passo que o Amazon SES a exclui da taxa de bounce.
Como verifiquei isto
Todos os limites desta página foram lidos diretamente numa fonte primária a 29 de agosto de 2026 e citados nas palavras do próprio fornecedor, não parafraseados a partir de outro artigo. Aqui, isso pesou mais do que o habitual: nenhuma das páginas que o Google cita hoje para esta pesquisa atribui os seus números a quem quer que seja.
O que li nessa manhã, por ordem: o FAQ do Amazon SES sobre sanções (bounce, da Q3 à Q6, e o FAQ de queixas), as métricas de entregabilidade do Klaviyo e o artigo das faixas de referência, mais a documentação de supressões, o artigo do HubSpot sobre hard e soft bounce, a sua página de sender score das sequências e as páginas de período probatório e de suspensão, as regras de remetente do Gmail, a referência de erros SMTP do Google Workspace, a definição de taxa de bounce do GA4, o artigo «About bounces» do Mailchimp, a RFC 3463 na íntegra, a documentação de bounces do SendGrid e o relatório Email Marketing Benchmarks do GetResponse. As afirmações confrontadas com a fonte saíram de resultados reais do Google, na versão em inglês dos Estados Unidos, lidos na mesma manhã.
Duas fontes que quis consultar e não consegui. O comunicado JOLTS do Bureau of Labor Statistics devolveu HTTP 403 a todos os pedidos, por isso não aparece em lado nenhum desta página qualquer valor de mudança de emprego ou de degradação de listas. O centro de ajuda do Brevo também devolveu 403, de modo que o Brevo fica fora da tabela de limites, em vez de aparecer com um número citado de memória. E não conheço limite de bounce publicado pelo Microsoft 365; não fui buscar nenhum nesse dia, portanto a Microsoft também não entra na tabela.
Os números da própria Enrow foram verificados a 29 de agosto de 2026. O bounce abaixo de 1% é uma média observada nos ficheiros que a Enrow processa. É uma medição, não é uma promessa, e ninguém lhe reembolsa um bounce.
A sua taxa de bounce decide-se antes de carregar em enviar, não depois. Passe a próxima lista pela Enrow: mais de 10 verificações por endereço, catch-all resolvidos e não postos de lado, e 50 créditos que se renovam todos os meses, mesmo sem nunca registar um cartão.

